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NOVO TEXTO EM DEBATE:
“À TARDE”, DE ANA MARIA COSTA
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à tarde
Na boca o palito
na árvore a sombra
na erva a cama
nos olhos um rio
no horizonte um navio
no navio a onda
na onda a espuma branca
no branco a saliva e
na saliva o palito.
Ana Mª Costa
Escrito por blog_oficina às 00h18
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À tarde - Cont.
SOBRE O TEXTO “À TARDE”, DE ANA MARIA COSTA
(Análise crítica)
Maria José Limeira
Bem, temos neste texto “À tarde”, de Ana Maria Costa, uma seqüência associativa, como acontece na linguagem poética, mas, sem grandes conseqüências. É, como disse alguém, um texto que não emociona à primeira vista.
O que eu acho mais incrível, no texto, é o inusitado do tema. Nota-se que a autora tenta tirar leite de pedra, a partir de um palito à boca. E à tarde! (Poderia ser pela manhã? Ou à noite? Será que o poema lido no escuro da madrugada causaria mais emoção?)
Seja qual for a resposta, acredito que o título está meio deslocado em relação ao conteúdo.
Já o conteúdo ... Bem, o conteúdo é uma viagem, como outro alguém arriscou.
A autora não se prende a um ponto de ligação que dê unidade ao texto.
Pode ser que seja um texto psicodélico, tipo surrealismo, que lança mão da escrita automática, onde uma coisa (que não tem nada a ver) puxa outra, até arrendondar no final com o palito que volta à boca (e desta vez, com saliva!)
Ora veja. E pois-pois!
É a minha humilde opinião.
(Maria José Limeira é escritora e doce jornalista democrática de João Pessoa-PB).
Escrito por blog_oficina às 00h15
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À tarde - Cont.
grande viagem...
de poema não tem nada,
mas de nada tem tudo.
sds.
ricardo.
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Ricardo gostei da tua frase adversativa e da ironia que nela se transmite mas realmente tens razão porque este texto foi feito para exercício veio para análise precisamente porque precisa de conserto e não de carinho.
Ricardo, além eu gostar da tua frase não acho que ela explica o "nada" que encontras no "nada tem tudo". confesso que esperava mais da tua análise do que meramente nada.
grata
Ana
Escrito por blog_oficina às 00h13
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À tarde - Cont.
Olá, doces amigos? Ricardo Pisoler, boa-tarde. A Ana Maria tem razão. Você disse muito pouco sobre o poema, sem grandes explicações. Não gostou? Diga por que, dê sugestões. Indique caminhos. Assim, tudo fica claro. OK? Um abraço e obrigada a todos pela colaboração.
Maria José Limeira.
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Obrigada Maria.
Ricardo ajude e diga porquê que não gostou, vai migo!
um jinho para ambos
Ana
Escrito por blog_oficina às 00h11
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À tarde - Cont.
não encontrei coerência neste poema. ele pretende voltar pra onde surgiu e não consegue, volta novamente ao palito, e não à boca, onde seria mais coerente o seu nascimento, mesmo que todo seu contexto permaneça tão vago. Acredito que realmente tenha sido um exercício, sem maiores pretensões. Nem quanto às imagens que o poema tenta retratar há uma beleza que impressione. Enfim, eis minha opinião, além do nada. Sds e desculpe o atraso em responder, estava em viagem. Ricardo
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Ana,
Gostei muito do seu poema. É um poema sim, como não? O que define um poema, afinal?
Não sei, realmente não sei dizer, tecnicamente falando. O que sei é que gostei.
Em poucos e concisos versos, este poema me levou a montar uma 'longa' estória na minha cabeça, com todos os pormenores que o poema faz explodir na nossa mente. Tem uma boa estória contida nele, do princípio ao fim. Aliás, o final faz ponte com o começo, uma ponte de palitos.
Gostei. Parabéns, Ana!
Denílson
Escrito por blog_oficina às 00h08
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À tarde - Cont.
Denilson fico muito contente que tenhas gostado e ainda mais contente fico em saber que te inspirou a fazeres outra viagem. espero um dia lê-la aqui nesta linda lista.
obrigado pela sua apreciação e um jinho
Ana
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Queridos Denilson & Ana. Não se apoquentem. Estamos aqui conversando sobre Poesia & Poemas, em especial sobre o poema "À tarde", de Ana Maria. Espero que traduzam minhas dúvidas ao pé da letra, sem confusões.
Amigo Denilson. Gostei da sua análise. Nela, você faz uma pergunta fundamental; "O que define um poema, afinal?" Que tal se nossos poetas desta Linda Lista se posicionassem para dar a resposta? Estou aguardando...
E, Denilson, por favor: "ponte de palitos"? Saludos.
Maria José Limeira, pasma!
Escrito por blog_oficina às 00h06
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À tarde - Cont.
Maria,
ler criticas desfavoráveis a algo que se tenha escrito nunca é algo agradável, e acho que as palavras deveriam ser melhor medidas nesta hora. Acho que a crítica deve ser construtiva, e não agressiva, até porque acho difícil as duas coisas darem certo juntas.
Quanto ao poema da Ana, como já disse, não vejo nada de extraordinário nele,mesmo é um poema que, sem complicar muito, traz imagens e conta uma estória, que cada um lê do seu jeito, que pode não ter nada a ver com o que a Ana quis dizer, não importa, como disse alguém — acho que Drummond —, o poema não nos pertence mais depois de escrito.
Agora, falando da ponte de palitos que te deixou pasma, quis apenas dizer alguma coisa de efeito, algo como o tudo no nada, ou o nada no tudo, mas acho que não fui muito feliz. Apenas isso. Na verdade, quis dizer que o poema começou no palito e terminou nele, por isso a ponte de palitos.
Falando no palito, a sua análise me chamou a atenção para a saliva, que não existia no inicio do poema e que facilmente pode ser associada com a saudade que deu água na boca. É só uma tentativa que acho que se encaixa bem na idéia que fiz deste poema.
Por fim, acho interessante a discussão que você propõe sobre o que é poema.
Sobre o que é poesia acho que não fica muita dúvida, mas o que é poema?
Eu arrisquei dizer que é "poesia represada em versos", mas o que são versos? Não sei. É realmente algo que eu gostaria de ver melhor esclarecido pelos poetas da lista.
Sobre o poema, só posso falar do tipo de poema que me atrai. Gosto do poema que tenha sentido pra mim. Quero ler e entender pelos menos 70% do que está escrito na primeira leitura sem fazer muito esforço.
Acho que Fernando Pessoa e até mesmo Camões escreviam assim, e por isso foram os maiores poetas da nossa língua. Por isso são ainda tão atuais, tão lidos, pois numa época em que os meios de comunicação nos empurram "toneladas" de texto todos os dias para digerirmos, principalmente depois da Internet, acho que a clareza nunca foi tão necessária e bem-vinda na literatura em geral.
Acho que é outra idéia que pode ser debatida aqui, não acha Maria?
Abraços a todos!
Denílson
Escrito por blog_oficina às 00h03
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À tarde - Cont.
Amigos, me desculpem a ausência, estive fora de casa por dois dias. Fui passear. Estou voltando agora.
Denilson Lindo. Entendo sua reação à minha crítica. Mas, aproveitei a dica da própria Ana Maria, quando reconheceu que o texto dela não era bom, e estaria precisando de umas sacudidas, a fim de ver em que melhorava. Dei minha opinião sincera. (Posso?) Você também deu a sua. A sua não foi "grosseira" ao elogiar. Mas, minha opinião contrária você considerou "grosseira"... Para não ser indelicada, eu teria que elogiar também? Mas, não foi isto que entendi do apelo da autora. Um abraço a todos, e obrigada pela colaboração. Saludos. Maria José Limeira.
Escrito por blog_oficina às 00h00
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À tarde - Cont.
Doce Maria,
Desculpe se não me fiz entender. Não falava de você, sempre tão carinhosa e incentivadora nas sua críticas. Apenas quis chamar a atenção para que se tenha um maior cuidado na hora de fazer uma critica 'negativa'. Entre aspas porque uma critica negativa pode (e deve) ser algo bastante positivo, na medida em que ajuda o escritor a melhorar os seus textos. Muito pior seria uma critica favorável, porem imerecida, não acha?
De forma alguma me referi a você, mas não quero julgar nem condenar ninguém, uma vez que eu mesmo devo ter usado mal as palavras. Você nunca é agressiva, muito pelo contrário, é um exemplo que todos nós devemos seguir, e falo de coração.
Gostaria que a Ana Maria dissesse alguma coisa sobre isso, pois talvez eu esteja exagerando e, nesse caso, retiro o que disse, só queria ajudar a manter um bom nível de relacionamento entre os participantes da lista.
Abraços a todos!
Denilson Neves
Escrito por blog_oficina às 23h57
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À tarde - Cont.
Querido Denison só ainda não havia dito nada porque estive ausente das listas e entretanto tive que ler tudo e pensar certinho no que havia de dizer porque esta situação ainda é nova para mim. De uma coisa eu tenho a certeza tu és um querido leitor e não me ofendeste ou prejudicaste em nada, antes pelo contrário levantaste uma questão interessante e ao mesmo também o meu ego o que também é bom, muito bom mesmo.
compreendo os outros intervenientes e a confusão gerada com a crítica simpática da não simpática e penso disso o seguinte: todos temos o nosso feitio/personalidade que nos caracteriza e nem o cientista consegue deixar de o ter?! eu não pretendo mimos mas a verdade e a verdade pode caminhar nas palavras simpáticas e certas e as tuas palavras ou outras não me ofenderam de maneira alguma porque eu entendi-as perfeitamente. Comigo podem comentar à vontade porque se eu tiver que questionar algo eu simplesmente faço-o.
"manter um bom nível de relacionamente entre os participantes da lista."
da minha parte quando recebi o teu comentário atenuou um certo mal estar que estava sentindo, por isso, a tua intenção foi bem conseguida, és um querido!
um jinho para todos
Ana Mª Costa
Escrito por blog_oficina às 23h55
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Denilson amigo. Louvo a sua preocupação em manter um bom relacionamento nesta Linda Lista. E, em homenagem a você e a todos, peço desculpas se houve algum mal-entendido. Saludos, e obrigada.
Maria José Limeira.
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deixem-me enviar um beijinho para os dois.
Ana
Escrito por blog_oficina às 23h52
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À tarde - Cont.
Meus caros
Só no tempo moderno e contemporâneo se tem colocado a questão do que é o poema e do que é a poesia. Porquê? Pela falta de conhecimento, cada vez maior, das línguas que formaram a língua portuguesa, principalmente do latim e do grego.
Se atendermos ao estudo do étimo das palavras ficaremos a saber o que é um poema e o que é poesia.
Sucintamente, e porque não há discussão, sequer, sobre o assunto, digo o seguinte e que é o óbvio:
Chama-se poema a uma obra literária que é apresentada, geralmente, em verso. Há como sabemos, também, prosa poética pelo uso de temas específicos, figuras de estilo, etc.,) Portanto, poema é uma obra em verso e que tem características poéticas.
Enquanto o poema é uma obra com existência material concreta, poesia tem um carácter imaterial e transcendente.
Portanto não confundam poema com poesia. Eu leio poemas não leio poesias. Leio poemas que têm poesia.
Ou leio textos em prosa que podem ter poesia.
C'st ça!!!
José Félix
P.S. Poema :- gr. poietès, pòiema, pòiesis. O étimo da palavra vem do verbo grego poieîn que quer dizer "criar" que se justapõe à técnica, ou seja, tèchne.
Escrito por blog_oficina às 23h49
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À tarde - Cont.
Olá, meu caro Félix? Obrigada pela sua explicação. Porém, o caso aqui é bem outro. Viu? Trata-se de justificar (ou não) o poema "À tarde", de Ana Maria Costa. Há Poesia nele? É um poema de verdade? O que explica o texto citado como Poesia? Outro dia, o amigo Ademar Ribeiro, ao criticar um texto, colocou a seguinte questão: "Poema não é só perfilar as palavras umas abaixo das outras como fogueirinha de São João".
Um poema tem características próprias. Não acha? O que você acha do texto "À tarde", de Ana Maria Costa, amigo Félix? Pode nos dizer? Saludos. Maria José Limeira.
Escrito por blog_oficina às 23h48
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À tarde - Cont.
Maria para começar devo dizer que gosto desta lista por vários motivos um dos quais foi pelo acolhimento caloroso que me fizeram quando entrei aqui e hoje confesso que na altura hesitei em fazê-lo mesmo assim fi-lo com muito receio do que me esperava e não estou arrependida por o ter feito.
Porque entrei na lista?
Por alguns motivos: um deles foi pelas as análises críticas que li no blog da oficina e o que me pasmou no meio disto tudo foram as reacções dos criticados que perante as criticas menos favoráveis agradeciam, diria, de um modo satisfatório as observações feitas.
Naquela altura haviam mais participações por parte dos intervenientes. O que me pasmou também foi a forma de fazerem a critica sem subtileza mas sem serem rudes e nulos, pelo contrário, a gentileza de mãos dadas às palavras com a sabedoria cruzam-se no fundamento e encontram uma verdade.
Escrito por blog_oficina às 23h46
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À tarde - Cont.
Maria em relação a ti, eu gosto que me critiques porque do nada tu encontras muito.
o nada nunca é nada e o exemplo está na questão deste trabalho que aqui apresento e que serve de exemplo e também de estudo para quem ainda não conhece as verdadeiras críticas e devo referir que este trabalho foi publicado na minha jovem lista, para motivar de uma certa forma os poetas participantes e menos experientes a arriscarem
a análise da Maria que é minha convidada na lista "Amantesdasleituras", claro que nunca o mencionei esse propósito na lista ou a alguém porque o resultado não seria o mesmo.
Deixa que te diga Maria que o teu sentido de oportunidade é surpreendente e o resultado é este: discutiu-se o que é o nada que não era nada mas alguma coisa, a sensibilidade e gostos, o lado querido o homem como homem, verificaram-se opiniões, fizeram-se esclarecimentos poéticos, escolheram-se palavras cuidadas para não ofender ou ferir alguém enfim alimentou-se uma chama rastilho do nada mas muito.
Eu estou satisfeita com a vossa análise e o " à tarde" será revisto, preenchido com todas as vossas observações e aqui publicado novamente.
Maria a tua lista é um sucesso e uma verdadeira escola de escrever e de ler.
Muito aprendo por aqui com todos e recomendo aos meus amigos poetas que aqui participem.
Quero que saibam que por aqui (em Portugal) ainda não se aceitam muito bem as críticas, elas ainda são uma espécie de tabu mas eu já não falo por mim, neste aspecto, graças a vocês.
Obrigado a todos!
Espero que tenha com estas palavras ter conseguido dizer tudo certinho sem omitir ou acrescentar algo menos verdadeiro e se foi o caso entendam que sou humana.
Ana Mª Costa
Escrito por blog_oficina às 23h45
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À tarde - Cont.
Prezada amiga Ana Maria Costa. Um jinho e um abraço!
Ana, você não sabe o quanto me emociona esta sua mensagem, num momento crítico de nossa Linda Lista, quando seu texto alcança o ápice das discussões, e chega às raias dos debates. Você me surpreendeu desta vez, pois o que mais temíamos não aconteceu. Ao contrário. Você demonstra que está bem dentro do espírito democrático de nossa comunidade literária.
Pois nem só de elogios vive a Poesia. Nosso aprendizado está justamente nessa convivência dos contrários. A Poesia ganha mais agora com você, e só temos a agradecer que continue com a gente batalhando em defesa dos textos. Ana, sua presença engrandece e dignifica nosso espaço e a Poesia como um todo.
Saludos e obrigada. Maria José Limeira.
Escrito por blog_oficina às 23h42
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Maria és uma grande mulher e eu admiro a forma como acendes os debates e os acalmas sem fazer grandes alaridos.
Na tua lista além de existir verdadeira poesia existe também agradáveis relacionamentos humanos e valores morais: a amizade, o arrependimento, a compreensão e a verdade sem querer esquecer mais algum valor, digo que são como o nosso animal burro em vias de extinção na nossa sociedade de hoje.
O mundo morre porque há quem acredite que o homem sabe controlar a natureza e a realidade mas o homem erra nas experiência e hoje não vive sem ciência construtiva de leis de origem do próprio homem cientifico e não do homem com conhecimentos empíricos e as consequências são muito graves, muitas irreversíveis e sem solução a curto ou médio e muitos nem a longo prazo. lentamente os homens nasce como um técnico cientista de lixo nuclear e morrem estéreis, tristes e vazios. A ciência ajuda o desenvolvimento e cura doenças e faz a felicidade de muitas pessoas mas ainda não conseguiu encontrar a alegria universal e o paraíso. confesso o meu receio de que a nossa história deixe de ser cíclica e passe a nada que se conhece até então, até lá, eu vou considerar-me uma sobrevivente em luta pela liberdade de pensamento, pela justiça, pelo amor universal e também de continuar a ser mulher como foi a minha mãe no seu tempo e a minha avó e por aí fora. Bem, desculpem a minha divagação mas isto para dizer que procuro entre as pessoas que conheço aquelas que mais me agradam e enchem o meu interior e aqui na tua lista encontro uma certa confiança e liberdade de abertura em dizer o que sinto sem repreensões ou sentimentos de remorsos de (não devia ter dito!!!); com erros e seus arrependimentos aprende-se a limpar o coração de atitudes supérfluas e que corroem como ácido. Mostrar ao próximo que gostamos dele como nosso igual e que o admiramos pode hoje cair em erro de ser "graxista" e hipócrita.
Escrito por blog_oficina às 23h39
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À tarde - Cont.
Pergunto como podemos então mostrar esses sentimentos a quem merece ou então pergunto se é feio em fazê-lo e questiono o que é feio hoje?
Maria tem outra coisa mais que eu gosto na tua lista é a imagem profissional de cada que um não chega a ficar denegrida mesmo quando o autor comete erros por impulso ou inexperiência e publica algo que não está à sua altura.
Acredito que no mundo todos temos um papel a desempenhar e o teu é também nesta lista que muito bem administras. Em relação aos outros amigos poetas
como ao meu querido Denilson, Félix, Ruben, Anderson, Rui Mendes, a querida
Líria e Amina (alguém sabe dela?), e peço desculpa se esqueço de mais alguém; são para mim pessoas que contribuem para tudo o que já disse antes e todos sabem algo que eu não sei, e todos vêem algo que eu não vejo e por fim todos vocês me completam.
Viva os amigos e a pureza das mentes poéticas.
Obrigado e muitos jinhos a todos.
Ana Mª Costa
Escrito por blog_oficina às 23h38
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À tarde - Cont.
Ana, seu texto tem um jeito de ciranda.
Independentemente de modificares ou não algum verso, ele convida a girar.
Não deixe que essa musicalidade se perca, sozinha ela sustenta o texto e gruda as palavras.
Beijos
Rogério
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olá
muito obrigada pela tua observação Rogério tentarei manter esse girar como pedes.
são muito interessantes e ricos estes meus amigos brasileiros.
um jinho
ana
Escrito por blog_oficina às 23h35
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À tarde - Final
Ana,
Toda essa discussão fez do seu poema o texto mais discutido aqui na lista. Só por isso acho que já valeu, né? Tomara que o nível de participação da lista continue nesse patamar, pois assim todos sairemos ganhando.
Beijo pr'ocê!
Denílson
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Amén Denilson.
milhões de jinhos
Ana
Escrito por blog_oficina às 23h33
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